O que é o Uroborus ?

Psicopedagogia? Psicoterapia? Uroborus? Nomes esquisitos, né? Nem tanto assim... Imagine! Bem vou me apresentar... Sou Bena Coelho, psicopedagoga e terapeuta junguiana e estou um pouco mais familiarizada com esse estranho vocabulário...
Bem-vindo! Fique à vontade! Esse espaço é nosso!
Navegando por aqui, iremos compartilhar essas expressões e quem sabe isso não despertará em você o desejo de ir além e de começar um trabalho de autoconhecimento. Eu atendo em Salvador na Pituba, Rua das Rosas 658...

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Carl Gustav Jung



“Poder-se-ia perguntar aqui porque é tão desejável que um homem se individue.
Eu acrescentaria que não só é desejável como também é absolutamente necessário que o seja [...]

Quando alguém pode dizer verdadeiramente, acerca de seus estados interiores e de seus atos: ”Assim sou, assim atuo”, então terá alcançado essa unidade consigo mesmo, ainda que dolorosamente; pode assumir a responsabilidade de seus atos contra toda resistência.
Reconheçamos que nada é tão difícil quanto suportar-se a si mesmo”.
C. G. Jung

AUTOCONHECIMENTO


O Desafio do Autoconhecimento

Todos nós somos treinados desde cedo a cuidar do nosso aparato biológico; aprendemos os bons hábitos de higiene que permitem manter nosso corpo saudável e socialmente apresentável; somos estimulados a buscar os diferentes especialistas médicos tão logo qualquer sintoma físico se nos assomem. Desde pequenos somos instruídos a cuidar dos nossos machucados físicos e mesmo aos gritos e sob protestos somos obrigados a colocar aquele remedinho que arde. Porém quando se trata da nossa parte mais subjetiva o tratamento é bem diferente. Os sentimentos e emoções inerentes à nossa natureza humana precisam ser negados ou reprimidos, pois os adultos não aprenderam a lidar com eles e por isso não sabem ensinar às crianças a fazê-lo. Ignoramos os sintomas da nossa alma e deslocamos seus efeitos para um lugar seguro onde possam ficar aprisionados e não nos perturbar.

Acontece que esses conteúdos por serem inconscientes, negados ou reprimidos, adquirem uma força e um poder que estão além do nosso controle e astutamente nos assaltam quando menos esperamos, com os mais variados disfarces, deixando-nos completamente nocauteados e com profundas sequelas. Como não os conhecemos, não sabemos como lidar com eles. Afinal, como tratar de uma doença que não foi diagnosticada? E assim ficamos à mercê desse poder desconhecido e a seu serviço.

Nosso grande desafio, é portanto, descobrirmos quem somos; irmos a busca de nós mesmos, intrepidamente como propõe a musica de Luís Carlos Sá e Sérgio Magrão “Caçador de Mim” cantada por Milton Nascimento:

“Nada a temer senão o correr da luta
Nada a fazer senão esquecer o medo
Abrir o peito a força, numa procura
Fugir às armadilhas da mata escura”






TERAPIA JUNGUIANA

O que é a Terapia Junguiana?

A análise junguiana objetiva o processo de autoconhecimento, possibilitando ao indivíduo um contato com a sua verdadeira essência de forma a perceber que ele é muito mais do que a soma das suas personas, ou seja, dos papéis que desempenha na vida. Ela também propicia o conhecimento da etiologia de suas mazelas para que ele possa aprender a lidar com os seus motivos e não simplesmente eliminar os sintomas.

Por tal profundidade, é um procedimento longo, uma vez que vai a busca do cerne e não é apenas um analgésico para os sintomas. Na maioria das vezes o processo analítico pode ser doloroso e suscitar muito sofrimento, além dos sentimentos mais variados na relação com o analista, que pode ir do amor ao ódio. Tudo isso muitas vezes faz com que o paciente considere esse método ineficaz e abandonem a análise precocemente antes de estar apto a assumir a responsabilidade pelo seu destino, ao invés de transferir para os outros como normalmente costumamos fazer.

Entretanto quando o paciente se permite ele pode ser plenamente gratificado pela conscientização de que é ele mesmo o grande artífice de sua própria vida e de que pode e deve seguir o curso da realização de sua alma. Os caminhos coletivos não lhes são mais atraentes; como caçador de si mesmo prefere o seu próprio caminho pois sabe o alto preço que sua alma pode pagar aos deuses e semi-deuses que se oferecem para ajudá-lo a transpor as estreitas pontes dos caudalosos rios da vida, conforme advertia Nietzsche.

PSICOPEDAGOGIA



A Psicopedagogia é uma área do conhecimento que além de integrar ciências como a Pedagogia e Psicologia, das quais originam seu nome, agrega também outras Ciências Humanas que facilitam à compreensão dos processos implicados na relação ensino-aprendizagem, como por exemplo, a Neurologia, Fonaudiologia, Psicomotricidade etc.

Destaco na psicopedagogia orientada pela psicologia junguiana importantes considerações nesse processo:

A dimensão simbólica do indivíduo no qual ele tenta compreender e reconstruir seu mundo através de imagens. A decodificação desses símbolos podem, por exemplo, apontar possíveis causas de obstáculos na aprendizagem.

Os Tipos Psicológicos de Jung, Pensamento, Sentimento, Sensação e Intuição, como canais determinantes da forma como o aprendiz se relaciona consigo, com os outros e inclusive com o com o saber.

A necessidade imperiosa do educador se auto-educar para estar apto a lidar com a educação do outro.


A Psicopedagogia atua basicamente nos campos Institucional e Clínico.

A Psicopedagogia Institucional orienta as ações dos personagens próprios da instituição escolar em relação aos alunos; as representações que essas pessoas que estão diretamente envolvidas no processo ensino-aprendizagem possuem do que seja ensinar e aprender, o papel de quem interage com o aprendiz etc. É importante que todos se percebam como contribuintes diretos ou indiretos da identidade pessoal dos alunos, do seu processo histórico como indivíduos.

A Psicopedagogia Clínica, a partir de uma queixa geralmente relacionada à dificuldade de aprendizagem, investiga as causas e origem do conflito para poder ajudar o aprendiz a solucionar o problema ou quando necessário for encaminhá-lo para uma equipe multidisciplinar.